Dica do Instrutor
Distúrbios Hidroeletrolíticos: o que são e como tratar
9 de setembro de 2020

Falamos em distúrbios hidroeletrolíticos quando os principais eletrólitos do corpo humano estão fora das taxas fixas – necessárias para que possam exercer normalmente suas funções.

Você sabe o que são os eletrólitos e para que eles servem?

Basicamente, os eletrólitos são minerais eletricamente carregados. 

Eles são responsáveis pela condução de eletricidade, que é necessária para a condução de diversas funções orgânicas corporais. Isso ocorre quando eles estão dissolvidos em líquido, como, por exemplo, no sangue.

Os eletrólitos presentes no corpo humano são: o sódio, o potássio, o cálcio, o magnésio, o bicarbonato e tantos outros.

O corpo humano pode mover os eletrólitos para dentro ou para fora das células, para ajustar os níveis dos líquidos. A esse movimento, damos o nome de “equilíbrio eletrolítico” – essencial para manter a proporção dos líquidos entre as células.

Após essa breve introdução sobre o assunto, vamos explicar o que acontece em caso de distúrbios, como eles ocorrem e quais são os procedimentos mediante a eles nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s)

Se você se interessa por este assunto, continue a leitura!

distúrbios hidroeletrolíticos

O que são os distúrbios hidroeletrolíticos

Os distúrbios hidroeletrolíticos são uma deficiência na quantidade de eletrólitos no corpo humano. Essa condição é responsável por diversos problemas.

Isso porque o equilíbrio dos eletrólitos é essencial para que o corpo funcione normalmente. Trata-se de um assunto de extrema importância, uma vez que estes distúrbios podem levar a morte. 

As células do corpo humano (principalmente dos nervos, do coração e dos músculos) os utilizam para manter as voltagens elétricas de suas membranas e para transmitir os impulsos elétricos para outras células.

Conheça algumas funções dos eletrólitos:

Como eles ocorrem?

Os distúrbios hidroeletrolíticos ocorrem quando o paciente perde quantidade significativa de líquidos corporais e, consequentemente, de eletrólitos.

Essa perda pode ocorrer pelo suor excessivo, pela poliúria (excesso de urina), pelos vômitos e pela diarreia.

Estes eletrólitos precisam ser repostos rapidamente para que o funcionamento correto do organismo não seja comprometido.

Entenda como isso pode ser feito.

Como tratar os distúrbios hidroeletrolíticos em UTI?

É comum que todo paciente em estado grave sofra desequilíbrio hidroeletrolítico

Essa condição é identificada através de exame de sangue ou de urina, que mostrará a contagem de íons.

O tratamento nesses casos pode ser feito via oral ou intravenosa.

É importante saber interpretar a situação de maneira correta, escolher o tratamento adequado e ter perfeita ciência de quais serão os impactos na vida do paciente.

Isso irá refletir na qualidade do atendimento e poderá dar uma sobrevida maior à pessoa. 

Vale ressaltar, mais uma vez, que é imprescindível que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, principalmente se tratando de pacientes com doenças graves.

Casos severos de distúrbios hidroeletrolíticos podem trazer complicações neurológicas e cardíacas graves.

Identificar corretamente e rapidamente condições como essas em atendimento de urgência e emergência é um verdadeiro desafio. Se você é um intensivista em UTI, seja um enfermeiro, técnico em enfermagem ou socorrista, o preparo para situações assim é indispensável.

O Centro de Treinamentos Somiti oferece uma gama de cursos especializantes para aprimorar as suas qualidades. Conheça!

Se você tem interesse em saber mais sobre assuntos como esse, acesse o site da Somiti, acompanhe o nosso blog e siga-nos nas redes sociais: Facebook, Instagram, LinkedIn e Youtube!

Filie-se

Faça parte da Associação Mineira e aprimore seus conhecimentos.

Compartilhar:
Gostou?

Confira outros conteúdos como esse:

Notícias
24 de março de 2020
Escola de Saúde Pública abre inscrições para o Curso de Educação em Saúde nas práticas do ACS

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) abriu inscrições para o Curso de Educação em Saúde nas práticas do Agente Comunitário de Saúde. São 200 vagas para o primeiro semestre. O curso é dividido em três módulos: O ACS como Agente Educador; Educação em Saúde: Modelos e Características; e Educação Permanente […]

Notícias
9 de agosto de 2016
Residência pediátrica debateu cardiopatia
Notícias
23 de setembro de 2017
Simulação de desabamento com vítimas
Notícias
17 de fevereiro de 2020
Instrutores da Somiti participam do Critical Care Congress